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"Ele me olhava de um jeito tão travesso, seu olhar sempre tão indecifrável. Era seu mistério que me seduzia. Sempre com meias palavras, frases pela metade.. Sempre deixando um “ar” de “ele queria dizer bem mais que isso”. Você era um enigma, e eu alguém obcecada por decifrar-te. Eu nunca entendi essa necessidade de compreender-te completamente. É como se eu soubesse que por trás deste teu sorriso doce sempre houvera dor, e eu tinha que acabar com ela.. Mas por que? Por que razão eu me importava tanto com isso, com esse ser tão misterioso? Eu não sabia, e também tentava não querer saber. À cada dia que passava eu sentia essa necessidade crescer e junto dela também, um novo sentimento. Totalmente desconhecido. Eu não entendia porém pressentia que não havia de ser algo bom.. Estava certa.. Esse tal sentimento era doloroso, era algo banal. Não, absolutamente não. Nunca desejei dor à mim. Eu apenas inocentemente queria desvendá-lo, não necessitá-lo à ponto de doer. Não era certo.. Que irônico, logo eu que sempre fui toda errada, falando de certo ou errado? Oh, que absurdo. Queria apenas não sentir.. Ou ao menos entender, que sentimento tão novo e doloroso era esse.. Então de pronto, como se me sussurrassem ao pé do ouvido, eu finalmente compreendi. Era amor."
— Era Amor 

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“Ainda ouço teus passos calmos vindo em minha direção, querendo me pegar de surpresa.. você sempre achou engraçado me assustar. Lembro do teu sorriso sofrido que segurava as lágrimas enquanto dizia que me amava, sim isso era verdadeiro. O brilho dos teus olhos adorava iluminar meu dia. Trazia-me rosas, e eu dizia que era clichê porém amava.. rosas brancas e vermelhas, eu implicava. Me lembravam ao flamengo, e como alguém pensaria em dar rosas flamenguistas à uma corinthiana? Você ria da minha conclusão doida, me chamava de louca. Você sempre com esse teu cabelo arrumadinho, eu sempre tentando estragá-lo pra ver você choramingar e falar que isso era algo que se demorava para arrumar.. fazia-me rir como ninguém nunca conseguia fazer. As pessoas que me cercavam sempre comentavam “como mudastes, ele te faz um bem danado” e elas estavam certas, botas-te um sorriso nesse meu rosto sempre tristonho. Eu que sempre gostei da doçura, acabei me acostumando com esse teu cheiro de menta, hortelã....