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“Sabe, eu já nem ligo. Ou ao menos finjo que não. Você me transformou nisso que sou agora, uma pessoa fria e calculista. Mas, na moral eu sempre soube que eu era melhor que você. Você também sempre soube, ou melhor ainda sabe. Como também sabe que sou mil vezes melhor que ela. Por que vives perguntado à minhas amigas “Ela ainda gosta de mim?”, você não cansa de ouvir “não”? Ou talvez seja a esperança de que algum dia eu volte a sentir o que sentia. Pois te digo, desista agora mesmo. Não, eu já não te quero, não desejo mais dor alguma. Você foi minha pior dor. Minha pele ainda arde, ainda tenho as cicatrizes. Ainda me lembro que eu sempre descontei a raiva que você me fazia sentir, em mim. Eu deveria ter descontado em você, rasgado cada centímetro de teu corpo com minhas unhas. Ter te torturado, assim como me torturei. A culpa foi sua, continua sendo toda sua. Você não merece chance alguma. Não mereceu nem a primeira. Eu cheguei à um ponto que até respirar doía porque cada centímetro de meu corpo estava ferido, isso latejava. E você se importou? Não. Então agora sofra, rasteje aos meus pés. Morra. E me poupe da sua insignificante existência.”

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