[…] Ainda me pergunto, o quão tola fui? Acreditando que apareceria um príncipe encantado pra me fazer feliz, que teria alguém pra ficar vendo o pôr-do-solcomigo. Alguém que me fizesse sorrir toda hora, que as lágrimas não existiriam. Pensei que nunca iria beber, que nunca me machucaria, que nunca alguém iria me magoar tanto a ponto de que meu coração ardesse, latejasse, tanto mas tanto que eu teria vontade de arrancá-lo de meu peito. Num pensei que desejaria dormir e nunca mais acordar. Sinceramente, eu não sabia o que era dor, nunca havia sofrido por uma pessoa. Nunca havia passado noites em claro chorando, nem muito menos bebido pra esquecer. Eu pensava que minha vida seria igual a um conto de fadas, mas acabou que era um “conto de farsas”.
“Eu poderia muito bem desistir de você agora, poderia decidir te esquecer de vez e não voltar mais atrás. Porém não.. sei que nada foi em vão, nada será em vão. Tanto tempo te amando, sofrendo, chorando, passando noites em claro viajando olhando tua fotografia, pra desistir agora, jogar tudo no lixo como se não tivesse valido nada. Podem anotar aí, ainda vamos entrar juntos na igreja, e de preferência pra casar. Vamos ainda educar nossos filhos, mimar, amar. Teremos dois, um menino e uma menina, seremos os pais mais corujas do mundo inteiro, ensinaremos eles a gostar de rock, e torcer para nosso time. Iremos passar tardes assistindo filmes, noites assistindo jogos, seremos um casal nada normal. Amor nunca irá falta, meu bem. Sei que ainda serei eu a ser chamada de “minha princesa” “meu amor”, por ti. Pois bem sei que Deus nunca faria-me amar alguém por tanto tempo e tão intensamente se não fosse pra valer à pena no final. Cada lágrima de agora corresponderá a dez sorrisos no futuro. ...
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Solta o verbo meu jovem.