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“Vou lhe confessar.. minha vida já foi um “mar-de-rosas” sorriso baixo de outros sorrisos, nunca realmente soube o que era dor. A felicidade me invadia, me dominava.. nada nunca me abalou. Eu tinha alguém ao meu lado que me fazia feliz, era a razão do meu sorriso, do brilho do meu olhar. Era tudo inacreditavelmente perfeito.. até que eu perdi. A razão do meu viver, do meu sorriso, do meu olhar. Perdi a pessoa que eu amava de um jeito enlouquecido. E ninguém conseguia resgatar-me. Eu estava mergulhando em um lago de escuridão e dor, com pedras amarradas em meu pescoço. Estava afogando-me, morrendo.. eu não entendo, nunca entendi. Pessoas balbuciavam algo sobre “dar a volta por cima”, elas falavam sobre as flores da superfície para quem estava no fundo, submerso pela água. Era um assunto fútil à quem se afogava, era isso que eles chamavam de incentivo? Eu não queria ir a superfície, não sem a pessoa que eu amava. Não queria droga de “volta por cima” alguma. Eu queria ele e ninguém mais. Mas isso de pronto se transformara, uma pessoa diferente de todas apareceu em minha vida, e por essa pessoa sim, eu queria ir à superfície, eu cortaria as cordas amarradas em meu pescoço com os dentes se necessário. Eu à queria, eu sentia que sim, essa pessoa valia à pena, era um bom motivo para sobreviver, pois me fazia sentir viva. À tanto tempo que eu não sorria tanto assim como sorrio ao lado desta. Sinto que amo, sinto que está fazendo as feridas cicatrizarem.. me sinto agradecida. Já não vivo em um “mar-de-rosas” mas também já não estou afogando-me em um mar de amargura. Estou bem, serena. Graças à um alguém, e graças à Deus esse alguém eres tu.”
—Mar de Rosas

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